Flexibiblidade Durante o Ciclo Mesntrual

Categoria: Colunistas Publicado: Segunda, 17 Março 2014 Escrito por Luiz Carlos Moraes
Flexibiblidade Durante o Ciclo Mesntrual

A flexibilidade

Primeiramente é preciso não confundir. Por definição “flexibilidade é a amplitude máxima de um movimento em uma ou várias articulações combinadas” e o alongamento é o exercício destinado a desenvolver essa capacidade. Existe ainda, a diferença entre o alongamento e flexionamento defendido em tese de mestrado por Dantas referindo-se à intensidade do alongamento, respectivamente grau submáximo e máximo. Ou seja, na linguagem popular “forçar” mais ou menos de acordo com o objetivo. A flexibilidade também está associada ao sexo, à idade, a lateralidade corporal, a hora do dia e aquecimento.

As mulheres e as crianças são normalmente mais flexíveis, mas será que essa flexibilidade varia durante o ciclo menstrual? É o que vamos ver agora.

 

Um interessante trabalho publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte de autoria de Christiane Chaves, Roberto Simão e Cláudio Gil mostra que a flexibilidade não varia durante o ciclo menstrual levando-nos a concluir que os relatos femininos são isolados e ficam por conta de um suposto efeito placebo negativo. Uma vez que outras variáveis do desempenho físico ficam intimamente prejudicadas, é de se esperar algumas mulheres pensem que a flexibilidade também fique prejudicada.

Os autores estudaram grupos de universitárias com idades variando entre 15 e 25 anos com ciclos regulares, não grávidas e sem intenção de ficar nos meses seguintes. Tiveram inclusive o cuidado de separar as que faziam uso de anticoncepcionais com dosagens hormonais similares.

A flexibilidade foi avaliada pelo Flexiteste que engloba 20 movimentos distribuídos entre as articulações do tornozelo, joelho, quadril, tronco, punho, cotovelo e ombro. As medidas angulares foram tomadas por um único avaliador previamente treinado, durante quatro semanas, sempre no mesmo dia da semana, mesma

hora, mesma sala e com temperatura ambiente controlada.

Os autores concluíram que a flexibilidade não varia durante o ciclo menstrual embora haja necessidade de mais estudos nessa área. O hormônio relaxina citado em outros estudos é liberado entre o 12º e 14º dias e repetido no 20º. Sabe-se que esse hormônio deixa os ligamentos mais frouxos e não significa melhora na flexibilidade. Há sim, de se ter mais cuidado nesses dias, em treinamentos visando flexibilidade, em função do risco de lesões ligamentares. Portanto, não há motivos para as mulheres dispensarem aulas de alongamento durante qualquer fase do ciclo menstrual nem mesmo durante a TPM. Pelo contrário. Alguns estudos dão conta que na fase lútea e durante a TPM as aulas de alongamento podem trazer benefícios no sentido de deixar as mulheres mais calmas.

 

Luiz Carlos de Moraes
Profissional de Educação Física

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